A cavalgada - Raimundo Correia

11-09-2010 17:28

 

A Cavalgada

A lua banha a solitária estrada.
Silêncio! ... Mais além, confuso e brando,
O som longínquo vem se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da calçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando,
E as tropas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada...

E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha.

E o silêncio outra vez soturno desce...
E límpida, sem mácula, alvacenta,
A lua a estrada solitária banha...

Raimundo Correia

  Nesse poema, percebemos que o silêncio é interrompido pela chegada dos fidalgos; e depois o silêncio da noite volta, por causa da saída deles.

  Observação: comparação: barulho/ruído - terror; silêncio - paz.

 

feito por Asaph - 2DM - n 8